Sem tempo para nada

Atendendo à sugestão de Leonardo Fontenelle de comentar o livro “Sem tempo para nada – Vencendo a epidemia da falta de tempo”, de Edward M. Hallowell, publicado pela Editora Nova Fronteira, fui à livraria e logo comprei um exemplar. Na realidade, o que chamou a atenção de Leonardo foi o post no blog Efetividade.net sobre uma planilha presente nesse livro, que ajuda a calcular a relação custo-benefício das tarefas.

Antes de continuar, vou reproduzir a sinopse do livro publicada no site da editora:

SINOPSE

Um guia apropriado para quem se desdobra para dar conta de inúmeras tarefas e atividades, seja qual for o estilo de vida, a condição social ou o seu país de origem. O psiquiatra dr. Edward M. Hallowell orienta o leitor com dicas preciosas sobre um assunto que é cada vez mais relevante na sociedade contemporânea: como administrar o tempo. A partir de exemplos tirados de sua experiência clínica, Hallowell afirma que, na verdade, podemos encarar o excesso de tarefas da vida moderna como algo capaz de estimular a nossa criatividade e a nossa inteligência e propõe uma série de atividades e exercícios que têm como principal objetivo nos ajudar a tirar o melhor deste ritmo de vida frenético e quase insano.

Embora o livro faça críticas oportunas ao abuso dos estímulos eletrônicos no ambiente de trabalho, decepciona pelo excesso de analogias e pela ausência de suporte teórico. Hallowell menciona inúmeras vezes o DDA (Distúrbio de Déficit de Atenção) ou TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) como um transtorno que implica na dificuldade do indivíduo de filtrar esses estímulos ambientais.

Os aspectos afetivos não foram abordados e o olhar esteve unicamente sobre o sintoma da instabilidade da atenção. Isso me surpreende em razão da freqüente comorbidade do TDAH, superior a 50%. Seria esperado que o autor tocasse em outros transtornos como o de conduta, bipolar, depressão etc.

Bem, mas voltando à técnica da planilha. Ela me pareceu interessante inicialmente, mas percebi que, apesar de se tratar de um cálculo, o Fator Necessidade / Coisa Certa a Fazer é extremamente subjetivo. Especialmente para pessoas compulsivas por trabalho, que não são capazes de julgar esse quesito satisfatoriamente, o que invalida a fórmula elaborada por Hallowell. Porém, entendo que são importantes os mecanismos de automonitoramento como o sugerido, ainda que na maior parte das vezes haja uma questão afetiva que impele a pessoa a permanecer envolvida com o trabalho.

Acredito que o livro ficou aquém pela expectativa que despertou. Atualmente, muitos livros empresariais tratam desse recurso, o tempo, e vou pesquisar algo mais proveitoso para comentar aqui.

Em 2008 entraremos de cara nova!

Depois de conhecer Antônio Cláudio Ayres e o trabalho de design da sua empresa Only Design, resolvemos ver até onde isso ia dar e contratamos o serviço de repaginação completa.

Para quem nos conhece, sabe que a mudança de identidade visual acompanhou uma mudança radical na nossa trajetória profissional. Desde a época dos projetos sociais, passando pelo trabalho com a ONG CERNEGRO, o período em que firmamos os nossos primeiros convênios até hoje… um momento de estabilidade e realização profissional. Mesmo considerando que ainda há muito mais a crescer, como sempre haverá, buscamos nesse designer de SP algo que refletisse essa maturidade.

Portanto, nossa primeira marca saiu há alguns anos de algo bastante voltado ao público infantil, durante o longo período em que as crianças constituíam nossa clientela praticamente exclusiva para o trabalho de psicoterapia com todas as idades. Atualmente, estou encarregado de atender adultos e casais, e a Christiane, crianças e adolescentes.

Enfim, aqui está o que preparamos para 2008, a logomarca que representa o crescimento desses 5 anos como clínica.

Palestra de Eugênio Mussak na AMHP-DF

Depois da palestra de Max Gehringer, a AMHP-DF deu continuidade ao programa de Educação Continuada e promoveu no último dia 15 a palestra do colunista da Você S/A Eugênio Mussak.
Embora eu sempre tenha alguma ressalva a fazer sobre as palestras corporativas, Eugênio Mussak me convenceu. Além do senso de humor sofisticado, foi claro, didático (trazendo referências da mitologia grega, filosofia e conceitos organizacionais) e contundente. O tema da apresentação foi “Metacompetência“, acompanhando um de seus livros com o mesmo nome. Confesso que esse conceito me pareceu inicialmente um daqueles neologismos organizacionais que poderiam ser muito bem substituídos por uma palavra simples do vocabulário popular. Porém, fiquei entretido com a evolução dos conceitos competência – metacompetência – excelência, e a importância das competências transversais no contexto da seleção. Mussak habilidosamente optou por introduzir alguns conceitos de Administração atrelados a exemplos da sua vida pessoal. A propósito, ele já foi professor de biologia, médico e hoje é professor de pós-graduação em Administração.
De fato, Eugênio Mussak impressionou não apenas como orador, mas por levar efetivamente um conteúdo oportuno aos profissionais da área de saúde. Basta dizer que durante as duas horas de apresentação, o público de aproximadamente 700 pessoas assistiu em silêncio, permanecendo até o final.
Parabenizo a AMHP-DF por proporcionar a palestra gratuitamente e os médicos pelo dia 18. Ficarei na expectativa de outros eventos dessa qualidade.