Novos cartões de visita

Há poucos minutos, recebemos o SEDEX do nosso designer Antônio Ayres com os novos cartões de visita da clínica Kanzler Melo Psicologia. Embora a primeira gráfica tenha deixado a desejar, Antônio rapidamente buscou outra muito boa e, apesar do atraso, valeu a pena todo o empenho.

O material ficou muito bonito. Em breve, entregaremos os cartões com a nova identidade visual a alguns colegas que costumam fazer indicações para a clínica.

Bem, acho que começaremos 2008 com o pé direito. Feliz Ano Novo para todos!

Sobre “Filhos Tiranos”

Artigo da edição nº179 (dezembro/2007) da Revista Mente e Cérebro

Esse artigo nos trouxe uma reflexão diferente dos tantos artigos já publicados sobre a temática das crianças tiranas, porque ao invés de apenas enfatizar a importância do limite e das regras no desenvolvimento infantil, esse artigo destacou a subjetividade dos pais desses pequenos tiranos e como as suas ações educativas podem ser determinadas por desejos e motivações muitas vezes desconhecidas.

Pensando na família como instrumento de transmissão cultural e psíquica, sua autora sugere o conto “O principezinho tirano” como ilustração do lugar simbólico destinado à criança no desejo dos pais.

Nesse conto, fica evidente a função simbólica exercida pelo príncipe: caberá a ele ocupar o seu lugar na linhagem paterna, herdando o reino de um pai que, por sua vez, o recebeu como herança de seu próprio pai, numa ordem de gerações que conduziu o primeiro pai sobre a Terra.

Para tanto, o príncipe orienta as suas ações em resposta aos desejos dos pais, que não conseguem dizer não ao filho. Dizer não ao príncipe significa ferir o narcisismo daquele a quem nunca foi possível dizer não. O narcisismo intocável do príncipe é também o narcisismo intocável dos pais, que o criam como criança amada e infinitamente preciosa.

Protegido de tudo e sem conhecer proibições, não há, para ele, distância entre o ideal a realizar e aquilo que é. Assim, o seu narcisismo se estrutura na falta de limites e na falta do quê realizar. Mesmo com todos os caprichos satisfeitos, permanece infeliz e sentido-se desamparado e sem amor.