Última chamada para a Jornada do Percurso

O Percurso Psicanalítico de Brasília realizará, neste sábado (29 de novembro), a Jornada de Trabalhos de 2008 com o tema “O conceito de fantasia na teoria e na clínica“.

Os trabalhos serão apresentados, a partir das 9h, no auditório do Edifício Porto Alegre (4º andar).

Os valores são: R$ 30,00 para profissionais e R$ 15,00 para estudantes. As inscrições podem ser feitas na hora do evento.

Telefone: (61) 3345-2087

Pesquisa nacional sobre o Título de Especialista

O CFP, juntamente com os CRPs, está promovendo uma pesquisa nacional sobre o Titulo de Especialista.

Tanto eu quanto o Vladimir aproveitamos a oportunidade para manifestar formalmente as nossas críticas e ressalvas a este concurso, e gostaria de incentivar os demais colegas a fazerem o mesmo.

Pelo informado, o objetivo da pesquisa é: “mensurar o reconhecimento do Título de Especialista, para a categoria e para os cursos de especialização em Psicologia.”. Para mim, isso já demonstra a falta de espirito critico do CFP, pois deveria, ao menos, constar como um dos objetivos o levantamento de sugestões para o aprimoramento do concurso. Dá a impressão de que a falta de reconhecimento do título se dá por uma simples alienação do profissional e das instituições formadoras, e não por falhas graves de planejamento e execução do título.

Entre outras coisas, eu reclamei da elaboração da prova; da falta de regularidade dos concursos e da demora excessiva em homologar os resultados. Em tempo: muitas pessoas já compararam a Prova de Especialista em Psicologia ao Exame da Ordem dos Advogados do Brasil, o que acho risível, pois o Exame da Ordem ocorre regularmente, com seriedade, compromisso e respeito aos profissionais. Se, por um lado, a OAB exige, por outro lado, respeita, ouve e representa os profissionais com empenho.
Bem, espero que os resultados levantados sejam levados a sério, porque acompanho que pesquisas interessantíssimas são promovidas, mas muito pouco se faz com os resultados.

Na minha opinião, uma pesquisa só tem sentido se houver o real interesse em interagir com as informações coletadas, refletir, criar, inovar.

Ano da psicoterapia

Passei a minha manhã de hoje dedicada à psicoterapia. Não como nos últimos dias, com correção de testes ou leitura de textos para os grupos de estudos, mas para garimpar algumas “novidades” dessa área.

Tomei conhecimento de que o CRP-01 vai promover na próxima quinta-feira, 13/11/2008, um “Evento sobre Psicoterapia” (está publicado assim mesmo, sem especificar os temas abordados, qual o representante do CRP, nenhuma outra informação), na Faculdade Alvorada, às 19:30.

Acessando o site do CFP, me chamou a atenção o destaque que a psicoterapia vai ter em 2009, que será “O ano da psicoterapia”. A princípio, sou otimista em relação a isso, mas como gato escaldado tem medo de água fria, vou esperar pra ver.

No site, consta um link para um debate que ocorreu em 31/10/2008, com Humberto Verona, Mônica Lima, Julieta Quayle e Luis Alberto Hanns, cujo tema foi: “2009: Ano da Psicoterapia – Contribuições para os debates preparatórios”. Infelizmente o vídeo está com um problema na parte de Mônica Lima, que é interrompido com poucos minutos de veiculação, mas achei a apresentação de Humberto Verona e as partes de Luis Alberto Hans e Julieta Quayle bem interessantes.

Eu não sabia, mas, segundo o material, o campo da psicoterapia não é regulamentado ainda e por isso a necessidade de se definir claramente o que é psicoterapia, qual a formação apropriada do psicoterapeuta e quem pode exercê-la.

Luis Alberto Hans defende a psicoterapia como uma não-exclusividade da psicologia e aponta algumas dificuldades em relação a isso, mas sugere também a definição de critérios para a inclusão de modelos de psicoterapias adotadas nas universidades e nos planos de saúde/seguros de saúde e sistema previdenciário.

Julieta Quayle traz vários questionamentos, como “Como fica a formação do psicoterapeuta?”; “Quais são as competências do profissional?” e “Quais as fronteiras da psicoterapia?” (com uma fala interessante, de que “…a diversidade é nossa riqueza, mas o nosso risco”).

Além disso, ela falou sobre a contribuição da psicoterapia na saúde suplementar, apontando alguns dos argumentos contrários usados pelos gestores de planos de saúde como, por exemplo, o questionamento da efetividade dos resultados e dos altos custos. Em resposta a isso, trouxe os resultados de uma pesquisa canadense, que discutia a relação custo-benefício da psicoterapia: segundo a pesquisa, com a psicoterapia, houve a redução de 10 a 50% dos custos para os planos, e outros benefícios foram relacionados a isso, como uma maior adesão ao tratamento, pois a taxa de desistência é menor entre os pacientes em psicoterapia do que os que exclusivamente utilizam medicamentos, como anti-depressivos.

Acho que vale a pena refletir sobre isso.