Passei a minha manhã de hoje dedicada à psicoterapia. Não como nos últimos dias, com correção de testes ou leitura de textos para os grupos de estudos, mas para garimpar algumas “novidades” dessa área.
Tomei conhecimento de que o CRP-01 vai promover na próxima quinta-feira, 13/11/2008, um “Evento sobre Psicoterapia” (está publicado assim mesmo, sem especificar os temas abordados, qual o representante do CRP, nenhuma outra informação), na Faculdade Alvorada, às 19:30.

Acessando o site do CFP, me chamou a atenção o destaque que a psicoterapia vai ter em 2009, que será “O ano da psicoterapia”. A princípio, sou otimista em relação a isso, mas como gato escaldado tem medo de água fria, vou esperar pra ver.
No site, consta um link para um debate que ocorreu em 31/10/2008, com Humberto Verona, Mônica Lima, Julieta Quayle e Luis Alberto Hanns, cujo tema foi: “2009: Ano da Psicoterapia - Contribuições para os debates preparatórios”. Infelizmente o vídeo está com um problema na parte de Mônica Lima, que é interrompido com poucos minutos de veiculação, mas achei a apresentação de Humberto Verona e as partes de Luis Alberto Hans e Julieta Quayle bem interessantes.
Eu não sabia, mas, segundo o material, o campo da psicoterapia não é regulamentado ainda e por isso a necessidade de se definir claramente o que é psicoterapia, qual a formação apropriada do psicoterapeuta e quem pode exercê-la.
Luis Alberto Hans defende a psicoterapia como uma não-exclusividade da psicologia e aponta algumas dificuldades em relação a isso, mas sugere também a definição de critérios para a inclusão de modelos de psicoterapias adotadas nas universidades e nos planos de saúde/seguros de saúde e sistema previdenciário.
Julieta Quayle traz vários questionamentos, como “Como fica a formação do psicoterapeuta?”; “Quais são as competências do profissional?” e “Quais as fronteiras da psicoterapia?” (com uma fala interessante, de que “…a diversidade é nossa riqueza, mas o nosso risco”).
Além disso, ela falou sobre a contribuição da psicoterapia na saúde suplementar, apontando alguns dos argumentos contrários usados pelos gestores de planos de saúde como, por exemplo, o questionamento da efetividade dos resultados e dos altos custos. Em resposta a isso, trouxe os resultados de uma pesquisa canadense, que discutia a relação custo-benefício da psicoterapia: segundo a pesquisa, com a psicoterapia, houve a redução de 10 a 50% dos custos para os planos, e outros benefícios foram relacionados a isso, como uma maior adesão ao tratamento, pois a taxa de desistência é menor entre os pacientes em psicoterapia do que os que exclusivamente utilizam medicamentos, como anti-depressivos.
Acho que vale a pena refletir sobre isso.
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