Durante oito décadas, a definição de abuso sexual nos Estados Unidos foi a mesma. O governo federal e o FBI só têm aceitado tradicionalmente uma descrição: “A relação carnal de uma mulher à força contra sua vontade”. Isso mudou na sexta-feira. O Departamento de Justiça apresentou uma nova definição oficial, mais ampla, que inclui os homens entre as vítimas e que elimina a condição de que as mulheres tenham resistido fisicamente aos agressores.
A partir de agora, nas investigações dos agentes do FBI, a polícia judicial, o abuso sexual será entendido como “penetração, por leve que seja, da vagina e do ânus com qualquer parte do corpo ou objeto, ou penetração oral pelo órgão sexual de outra pessoa, sem o consentimento da vítima”. No último ano de que se tem dados, 2010, o FBI registrou 84.767 abusos sexuais nos Estados Unidos. Essa cifra, com a nova definição, aumentará de forma considerável a partir de 2012.
Notícia publicada em 08 de janeiro de 2012.