O que um consultório de psicologia deve ter

Um dos posts mais populares deste blog é o que dá dicas de como abrir um consultório de psicologia. Com os comentários e e-mails que recebi, notei que muitas questões ainda ficaram de fora e pretendo abordá-las pouco a pouco. Tenho como objetivo responder as perguntas que me são feitas tanto por e-mail como por posts, naturalmente, na medida das minhas possibilidades.

Uma dúvida comum é de como montar o consultório, como compô-lo. Vou falar mais sobre alguns itens que considero essenciais:

Conjunto de sofás: É importante que, na composição do setting, seja proporcionado a paciente e psicólogo um ambiente confortável. Convém que seja como um útero materno, nem confortável de mais nem de menos. Aos terapeutas de crianças e família, recomendo um sofá maior para receber pais e familiares. Os móveis devem se adaptar ao tamanho do consultório.

Arquivo ou armário com chave: Na fiscalização, o CRP sempre verifica se os documentos estão guardados em um arquivo com chave para que ninguém além dele tenha acesso aos registros de pacientes. O armário é útil também para guardar testes psicológicos e material de escritório. O psicólogo que tiver dúvida quanto à elaboração de documentos, deve consultar a Resolução CFP n.° 007/2003.

Computador, de preferência com internet, e impressora: Às vezes, o paciente pede atestado de comparecimento ou o próprio psicólogo precisa imprimir guias, laudos, relatórios, etc. Para quem trabalha com convênio, é importante ter uma conexão à internet, pois a maioria dos planos de saúde já usa o TISS. É fundamental que os documentos sigilosos sejam entregues lacrados, preferencialmente assinalados como confidenciais, em mãos ou com o nome do destinatário.

Secretária ou secretária eletrônica: Nunca tive secretária, com exceção do período em que trabalhei em uma outra clínica. Considero um conforto, mas não essencial. Se o psicólogo for organizado, precisará apenas de uma secretária eletrônica para depois, ele mesmo, retornar as ligações. Recomendo o uso de bina, pois alguns pacientes não falam de forma clara o número de contato, e uma secretária eletrônica com acesso remoto.

Em contato por e-mail, a psicóloga Elaine C. me perguntou ainda sobre documentação para o espaço e para o psicólogo e como deve cobrar do paciente. Quanto à primeira questão, recomendo que procure um bom escritório de contabilidade e o CRP, que poderão responder em detalhes sobre a questão da documentação; quanto à segunda, recomendo que estabeleça valor e data de pagamento em contrato, que pode ser firmado tanto verbalmente quanto por escrito. O valor cobrado não deve ser baixo nem alto demais, atendendo a psicólogo e paciente e correspondendo ao mercado de profissionais da região.

Bem, se ainda não respondi a sua pergunta, pode fazê-la por comentário aqui no blog ou por e-mail.

Dois livros sobre adolescência

Se você é psicólogo ou simplesmente tem interesse em ler sobre a adolescência, considere estes dois livros rápidos e essenciais:

A Adolescência

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Autor: Contardo Calligaris
Editora: Publifolha
Edição: 2a.
Páginas: 88
Preço: R$18,90

Sinopse:
Contardo Calligaris, psicanalista, doutor em psicologia clínica (Université de Provence) e colunista da Folha de S.Paulo mostra a adolescência como uma das formações culturais mais poderosas de nossa época e analisa suas implicações na sociedade atual.

Com seu texto leve, didático e simples, Calligaris parte da idéia central de que a adolescência é uma criação social relativamente recente, um período de moratória na qual uma pessoa fisicamente adulta é impedida, um tanto artificialmente, de entrar na sociedade dos adultos.

“A adolescência é uma criatura um pouco monstruosa, sustentada pela imaginação de todos, adolescentes e pais. Um mito, inventado no começo do século 20, que vingou sobretudo depois da Segunda Guerra Mundial”, diz o autor na introdução do livro. A partir daí, Calligaris analisa todas as nuances, os enigmas e as superações dessa fase.

Fonte: Livraria da Folha

Leia a matéria publicada pela Folha Online e ouça o podcast do próprio Calligaris.

Adolescer

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Autor: José Outeiral
Editora: Revinter
Edição: 3a.
Páginas: 196
Preço: R$69

Sinopse:
José Outeiral, médco e psicanalista, relata, neste livro, sua experiência de quase quatro décadas atendendo crianças, adolescentes e famílias. Este período revela uma contestação, modificações ou mesmo substituição de uma série de verdades e paradigmas que pareciam permanentes, mas que percebemos fazer parte de uma sociedade em rápida transformação. A experiência clínica do autor e as teorizações dai decorrentes podem contribuir para uma interlocução com todos aqueles que se interessam pelo tema, sejam profissionais da área da saúde mental, professores ou pais. Esta nova edição está totalmente revisada e atualizada e novos capítulos, como o tédio na adolescência, nos conduzem através da adolescência contemporânea.

Fonte: Revinter

É verdade que o livro do Outeiral já foi menor, mas estou certo que cada atualização torna o “clássico” cada vez mais atraente. Considero particularmente interessante a parte do livro que fala sobre a adolescência de Freud.

Luta Antimanicomial

Está sendo organizado um evento para o próximo dia 30, que será a “Marcha dos Usuários pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial”, que contará com a participação de pessoas de todo o Brasil.

A Marcha será aqui em Brasília, com concentração prevista para as 9h, na Esplanada dos Ministérios.

As propostas da Marcha são as seguintes:

- Defender o Sistema Único de Saúde (SUS) ressaltando o papel fundamental que o Sistema tem na Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, que é oferecer estrutura adequada e melhores condições de atendimento para tratamento de portadores de sofrimento mental

- Defender o cumprimento da Lei da Reforma Psiquiátrica (10.216/01)

- Reivindicar a realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental (9 anos após a III, realizada em 2001), que tem a importância de discutir passos fundamentais para o avanço da Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, além de estabelecer novos marcos para profissionais da área e portadores de transtornos mentais, que estão cada dia mais atuantes socialmente.

- Exigir a efetiva implantação do “Programa de Volta para Casa”, criado pelo Ministério da Saúde em 2003 com o objetivo de reintegrar socialmente pessoas com transtornos mentais que passaram por longas internações. O programa dispõe também de um auxílio financeiro para o beneficiário ou seu representante legal.

Maiores informações podem ser obtidas neste link.

Fonte: CRP-01

Revista ATLASPSICO número 15

A edição número 15 da revista eletrônica ATLASPSICO está disponível para download. A matéria de capa é um artigo de Patrícia Maria de Lima Freitas chamado “Maturidade e o desvínculo social”, a respeito da vida de moradores de rua em Maringá.

Outro destaque deste número é uma entrevista exclusiva com o psiquiatra e psicanalista francês Christophe Dejours, autor de cinco livros e professor no Conservatoire des Arts et Métiers, em Paris.

Há ainda textos sobre a redução da maioridade penal; sobre o filme “Bent”; sobre a Psicologia do Trânsito; sobre indicadores de abuso sexual no teste HTP; sobre psicopatas, entre outras matérias.

A Revista ATLASPSICO é bimestral e os textos candidatos à publicação podem ser submetidos através do e-mail editorial@atlaspsico.com.br

Boa leitura!

Link direto para download da revista (tamanho: 9MB)

UnB debate homofobia nas escolas

O seminário Homofobia – vamos conversar? ocorre de 10 a 14 de agosto de 2009, das 12h30 às 14h, no auditório Dois Candangos. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no campus Darcy Ribeiro, no Interfoco (prédio Multiuso I; bloco A; sala AT57/7), até o dia 10 de agosto, pela manhã.

Programação:

Dia 10 de agosto, segunda-feira
Ações judiciais para uniões civis, mudança de nome, entre outras
Roger Raupp Rios, doutor em Direito e Juiz Federal do TRF 4a região;

Dia 11 de agosto, terça-feira
Homofobia na educação – capacitação e formação de profesores
Ana Flávia do Amaral Madureira, pesquisadora e doutora em Psicologia pela UnB; Dia 12 de agosto, quarta-feira
Homofobia e prevenção à Aids
Jacqueline Rocha Côrtes, assessora de programas e projetos do UNAIDS;

Dia 13 de agosto, quinta-feira
Processo transexualizador e homofobia nos livros didáticos utilizados em escolas públicas
Tatiana Lionço, doutora em Psicologia pela UnB e pesquisadora do Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero – Anis;

Dia 14 de agosto, sexta-feira
Núcleo de estudos da Diversidade Sexual e de gênero da UnB
Hilan Bensusan, professor de Filosofia da UnB e coordenador do Nucleo de Estudos da Diversidade Sexual e de Gênero do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB.

Fonte: UnB Agência